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Fatos e Fotos

Baú de Relíquias - A bola não pára

VI TIA LINA

1 - PEDRA PRECIOSA DE SOLEDADE

Time de Sargentos do 1º Regimento de Cavalaria Motorizado. De pé, da esquerda para a direita: Subtenente Arnaldo d Oliveira Pedrês (treinador), (.....), Schulz, ARNO (Bergamota), Viriato. Neri e Juarez. Agachados: (...),, Pidd., Bogado, Jayme e Dari

Arno Gomes Pedroso – Bergamota – não me pergunte por que, veio de Soledade, cursar o

Ginásio e ficou hospedado na residência de um tio, AQUILINO GOMES PEDROSO, dos primeiros donos de farmácia na nossa terra.

Quando atingiu a idade de prestar o serviço militar, lá se foi ele, para a caserna, de onde só sairia ao ser transferido para a Reserva.

Nesse ínterim, atuou como zagueiro do Juventus.

Fomos jogar em Três de Maio, onde em raríssimas vezes não fechava o pau.

Quanto entrávamos no local do encontro, ofereceram-lhe um "buqueméquer" - assim se dizia e opinou um escore estapafúrdio, por gozação. Acertou, na mosca e sozinho.

Jamais recebeu o bolão porque não havia condições de segurança para se afastar de seus

Companheiros, já que todos abandonaram o "local da pugna" protegidos pela Policia e pelo

Adroalodo Liberali com seu inseparável revólver. (Arno Gomes Pedroso)

2 - ONUS DE FUNÇÃO NA JUSTIÇA

Quando a festa dos Navegantes era acompanhada de barco pelo rio Guaíba, o vereador Zanella, levou a mãe dele, dona Lina, na mesma embarcação em que iam o governador Simon,o prefeito Collares, e outras autoridades, entre elas.... o deputado Carlos Araujo.

Dona Lina, que também era Araujo, mas de Três Passos, do distrito de Feijão Miúdo,queria saber se o deputado Carlos Araújo tinha algum parentesco com ela.

- Não, não, acho que não temos nenhum parentesco...

- Mas o senhor deve conhecer os meus filhos, o vereador Zanella...

- Ah. O vereador Zanella, eu conheço.

- E os outros, o Nelson, o Renato...

- Não, não conheço.

- Ah, mas tem um da minha família a que o senhor deve conhecer. Ele é muito famoso, é o Major João Jayme Araújo, promotor militar do Estado.

- Sim, este eu conheço, foi quem me condenou na justiça militar.

- Não pode ser o Jayme é tão bonzinho...

- Pois é, mas condenou....

- Mas o senhor fez o quê?

- Expropriei algumas coisas...

Dona Lina saiu pro lado e falou:

- Eu sabia que alguma coisa ele deveria ter feito, porque o João Jayme é tão bonzinho.... (Do blog do jornalista Olides Canton)

3 - AINDA A TIA LINA

A Tia Lina, que como se disse acompanhava acontecimentos políticos.

Ferrenha do antigo

PSD, PDS, ARENA e congêneres. Tinha facilidade louca de se enturmar.

Gostava de um papo, por demais. Acercou-se de um político e passou contar de sua vida.

Pois é: - Eu e Luiz (Zanella) moramos em Santa Rosa, onde nos casamos. Ele era exator estadual e por isso, residimos, além de Santa Rosa, em Quarai, onde nasceu ATHUR PAULO ARAUJO ZANELLA e, ao fim da vida como toda a filharada na capital, nos mudamos para cá e compramos uma fração de terras em Guaíba, onde plantávamos para nossa subsistência e para abastecer os da capital.

- Quantos filhos, dona Lina?

Duas gurias, Maria Elizabeth e Vera.

Mais LUIZ CARLOS, NELSON, RAUL MARIO, RENATO, ARTHUR e KIDE.

- Todos vivos? –

VIVO? - só um o ARTHUR que enveredou para a política.

Os outros são: - bacharel, médico, engenheiros e serventuário da justiça.

VIVO mesmo só o Arthur!

4 - COM O INIMIGO NA TRINCHEIRA

Era característica dos gaúchos que quando seus filhos já estivessem com determinada idade os mandavam- "à la cria".

Meu tio Luiz Zanella, a pretexto de os filhos não esquecerem a terra nem a proximidade com tios e primos,, determinava que viessem visitar os parentes na terrinha.

Qual o guri brasileiro que não tem alguma intimidade com a bola e não seja adepto do futebol?

Com meus primos acontecia o mesmo. Todos ou quase atuaram pelo 14 de Julho, no Itaqui, onde moravam.

Ficavam, aqui, separados, cada um parando na casa de determinado tio.

Um deles RENATO, que atuou como Juvenil do Grêmio hospedou-se na casa do tio Zeferino Soares – o seu Zifa.

Ocorre que jogou pelo Juventus, no segundo time, numa partida de igual categoria contra o Paladino que tinha como goleiro o Julio Mussi de Andrade.

Fez um gol e a flauta correu solta.

À noite, num baile ou reunião dançante não apanhou do Julio e seus amigos, por muito pouco.

Seu Zifa, ficou sabendo das ocorrências.

Chamou Renato e o admoestou: - Estou ciente do acontecido ontem.

Sabes que eu criei o slogan "quem não é do Paladino é contra o Paladino"?

Pois muito a contragosto te digo.

Aqui não ficas mais. Procure a casa de outro tio.

Não admitia inimigo na trincheira.

5 - A RESSURREIÇÃO DO ZAGUEIRO

Um amigo meu, ARISTEU PENALVO, do Itaqui, foi jogador do Renner, pelo qual sagrou campeão em 1954.

Por essas coisas da vida a gente parou de se encontrar, como o fazíamos. no centro da cidade..

Num certo dia um jornal da capital publicou um convite para o enterro de ARISTEU PENALVO.

Nas minhas orações à noite, tenho habito de pedir pelos falecidos. Passei a rezar pelo ARISTEU. Uma tarde, estava eu no setor de frutas de um supermercado quando avisto o meu amigo, gordo e são de lombo.

Assustei-me.

Coincidentemente lá se encontrava um amigo comum, MARÇAL EUTIQUIANO DAVID. Dirigi-me e esse e perguntei: - Marçal! O Aristeu não morreu? Li o anuncio fúnebre. O amigo tranqüilizou-me.

Quem havia morrido era o pai do atleta do Renner e os dois levavam o mesmo nome.

Dirigi-me até à assombração, contei-lhe a historia e demos gostosas gargalhadas. Felizmente, ainda está vivo.

6 - CARPIM

Os juízes de direito que aportavam na nossa terra não tinham as mesmas características.

Uns sisudos da turma dos que "não basta ser Juiz de Direito; há que mostrar que o é.

Um que aderiu aos usos e costumes locais chamava-se Dr. Oscar Cardoso Kramer. Tanto que, depois de removido, vinha seguido a Santa Rosa, para participar de pescarias, comandado por Avelino Lavarda.

Desempenhou o Dr. Kramer, a função de técnico da seleção local contra o Grêmio Porto Alegrense.

Tinha duas filhas e um filho este, LUIZ CARLOS KRAMER.

Chegado aqui ainda menino, iniciou-se em "peladas" no time do Palmeirinha cujo dono, treinador, patrocinador das camisetas e do apito, era Carlos Fernando Westphalen dos Santos.

Avelino Lavarda, cartola do Paladino, cuja loja ficava ao lado do "campo" viu em CARPIM, - esse o seu apelido, - qualidades e o convidou para jogar no 2º time.

Atuou, dentre outros, com Lotário, Joel, Luiz Capellari e Walter Wienandts. Se, aprendeu a jogar não sei.

Sei que escreveu: - "Tempo dourado da minha vida que jamais esquecerei."

Nesta Santa Rosa querida a quem devo um pouco da minha formação, lá encontrei a mais

pura amizade, o companheirismo sadio, o caráter, a integridade, a dignidade humana.Grande parte de minha formação, dedico ao esporte – amador da época – lá onde encontramos a disciplina, a ordem, a hierarquia, a honra o respeito e formamos amigos. O porquê do apelido de CARPIM, ignoro até hoje.

7 - VAI ORMIRIO!

Por laços de família conheci e fui grande amigo de SALVADOR PINHEIRO MACHADO, o tio

NANÁ. Gaúcho autêntico, criado nas lides de campo e doente por dias de MARCAÇÃO.Tinha

cavalo, apêros e toda a indumentária própria;

Fanático por esporte principalmente o futebol, metido à craque, orgulhava-se de ter jogado no Aimoré de Giruá e no Roque de São Luiz Gonzaga.

Torcedor doente e cartola do Grêmio Santo-angelense.

Praticava com assiduidade o tênis em quadra que havia na praça junto à Rodoviária de Santo Ângelo.

Como ecônomo do Cube 28 de Maio, incentivava a piasada, alguns de casa, a pratica do futebol de salão no Ginásio de Esportes.

Programou-se uma corrida de rua e ele inscreveu um dos seus pupilos ORMIRIO para disputá-la e determinou que RATO, o acompanhasse nos treinamentos.

Todas as manhãs eles corriam como preparativo.

Chegou o dia da competição.

Na largada ORMIRIO saiu bem. Rato o acompanhava incentivando: - Vamos ORMIRIO. Corre ORMIRIO. Já tâmo chegando, ORMIRIO, Força ORMIRIO.

Na linha de chegado Rato estava à frente do ORMIRIO cumprimentando-o.

NANÁ mesmo faceiro jamais se perdoou por escolher o parelheiro errado.

8 – CONCENTRAÇÃO EM IJUI

O Paladino tinha uma partida encardida contra o GAUCHO de Ijui, por uma das categorias da Federação Gaúcha de Futebol.

Visando mais sentido de grupo e de foco para a importante pugna a Diretoria decidiu viajar no Sábado visando também os efeitos da longa viagem. No Sábado a noite, alguns dirigentes ficaram no hotel onde estavam hospedados, até cerca de 22,00 horas.

Dada a ordem de recolher os atletas dirigiram-se aos quartos respectivos enquanto os cartolas saíram a dar uma volta.

Quando regressaram, em torno de meia-noite, constatou-se que vários jogadores não estavam em suas camas e nem no hotel.

Procura daqui, procura dalí, como conheciam as feras, foram à procura delas na chamada zona do meretrício.

A farra estava a mil e as mesas recheadas de loiras, além das loiras e morenas da casa.

Com a chegada dos dirigentes foram acertadas suas contas e loucos de vergonha voltaram para o hotel.

No dia seguinte, na partida tomaram ligeirinho 5 gols.

E a goleada não foi maior porque o Gaúcho se acomodou,,se satisfez com o placar.

CAIEIRA o técnico da equipe, a uma pergunta de repórteres justificou:

- Craro.

Se mandarem pro chinaredo, tomaram todas se ANTECEDENDO NA BEBIDA!

Foi só esse o motivo da goleada.

SE ANTECEDERAM NA BEBIDA.

(Juarez Assis dos Santos)

9 - FEITIÇO CONTRA O FEITICEIRO

Em reunião ordinária da Liga Santa-rosense de Futebol, a mesa era dirigida pelo Paulo Heitor Fernandes, seu presidente.

Presente o sargento Juarez Assis dos Santos, pela Associação dos Árbitros e os clubes devidamente representados por seus prepostos.

Nessa condição estava também o treinador ... o CAIEIRA.

Este deixou muitas historias, mas não era analfabeto de pai e mãe, como muitos supunham. Superada a ordem do dia, o PHF, tentando deixar o Caieira numa enorme enrascada, pediu a ele que lesse uma correspondência ainda fechada oriunda da Federação Rio Grandense de Futebol. Foi-lhe alcançado o oficio ainda no envelope.

Caieira tomou nas mãos, deu uma olhada em um lado e de outro e saiu-se com esta:

- Óia, Dr. Paulo Heitor. Eu me sinto faceiro pelo seu gesto. Vi que se trata de uma correspondência vinda da capital. Talvez eu não saiba ler direito o que tá escrito.

Como nossa reunião está cheia de advogados peço que o senhor solicite a um deles que proceda a leitura!:..(Juarez Assis dos Santos)

10 - MEDALHADOS

SARGENTOS JUAREZ ASSIS DOS SANTOS E ALMIRO PYDD

Segundo penso, é nas Forças Armadas o lugar onde se tem maiores oportunidades deconseguir uma medalha em competições esportivas. Fácil de explicar.

Como a Educação Física é um dos pilares da caserna, havendo competições durante o ano todo os melhores são medalhados, presumivelmente em todos.

Na minha carreira militar durante 04 anos em Santa Rosa, no Regimento, sabia-se de cor e salteado quem seria os felizardos.

Levando-se em consideração que nem todos os militares são bons em todas as provas, há, como em qualquer atividade humana os que praticam mais de um esporte: outros não.

Há os que são bons em esportes coletivos e também são atletas destacados..

Tal ocorreu-me ao ver uma foto de dois grandes colegas meus. Almiro Pydd,,atleta na mais ampla acepção da palavra, pois destacava-se em basquete, vôlei, futebol e determinadas provas atléticas. Jogou como goleiro no Montese.

Outro Juarez Assis dos Santos que só praticava futebol, futebol de salão – Paladino e Montese -e que pra se incomodar optou, em determinada oportunidade, ser juiz de futebol.

Hoje, Juarez, olhando a foto que "descobri" não pousaria ao lado do nosso colega.

Um parece um General com tanta condecoração.

O outro como se fora um conscrito que amealhara medalhas em todas as competições de que participasse pelo período de um ano, no serviço militar obrigatório.

LIGIO JOSÉ KERBER

Durante minha prestação inicial de serviços na organização militar em que primeiro servi, por força de serem outros tempos, das circunstancias, poucos militares, inclusive Sargentos, tinham mais que o curso primário.

Raros alcançaram a oportunidade de aprender em cidades maiores.

Mas, como em toda a regra, houve a exceção:

Um filho da terra - torcedor fanático do Paladino,- voltava a Unidade militar local, depois de servir em Porto Alegre e estudar na Associação Cristã de Moços.

Havia um documento - PARTE - que os Sargentos de Dia, faziam ao comandante da subunidade, relatando as ocorrências.

O último item era PASSAGEM DO SERVIÇO.

Esse colega usou pela primeira vez uma expressão pela qual ficou conhecido o senhor Jânio da Silva Quadros que foi, inclusive, Presidente da República:

"Fi-lo ao Sargento ...."

Trata-se célebre expressão atribuída ao ex-presidente, mas que ele não a disse. Na verdade, a frase completa era "Fi-lo porque qui-lo. Lê-lo-á quem suportá-lo", e era o título de uma resenha sobre o livro "15 Contos" de autoria de Jânio, publicada na revista Veja. Deve ter usado uma "liberdade literária", porque a frase está gramaticalmente incorreta, conforme a fonte na Internet, da qual me servi..

O "porque" atrai o pronome. Logo a frase gramaticalmente correta teria que ser: "fi-lo porque o quis".

Mas Jânio era uma pessoa inteligentíssima.

E aposto que se perguntado, Janio, por que mesmo sabendo que a frase estava incorreta gramaticalmente decidiu usá-la? Ele responderia: "Fi-lo porque qui-lo. Lê-la-á quem suportá-la". Entretanto os Sargentos, entre os quais me incluo, adotaram a formula, talvez para surpresa de seus comandantes.

Sem saber exatamente de que se tratava, adotaram-na por cópia do colega letrado Bem de acordo com um adágio também em uso na caserna: " No Exército nada se cria. Tudo se copia".

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