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Fatos e Fotos

Baú de Relíquias - A bola não pára

ABC - ATLÉTICO BANCÁRIOS CLUBE

João Jayme Araujo

Na década de 50, os times da cidade, tinham em suas respectivas equipes, jogadores que trabalhavam como bancários. A primeira lembrança dessa agremiação vem do ano de 1956. Reuniram-se para disputarem uma partida de futebol em festa de confraternização, para comemorar o DIA DO BANCÁRIO.

Segundo João Carlos Bircke, integrante da primeira formação da equipe, o BANCARIOS foi concebido e criado para comemorar o dia consagrado à classe e a fim de realização de eventuais amistosos.

A foto que teria sido a primeira, de pé: Brasilio Severo, Olavo Leusin,(Kluge ?) Julio Morales, Olivio Stocker, Toni Macluf, Sadi Cappellari, Bircke, João Manoel, Osowski, (...) e Neri Cappellari.

A segunda, pelos componentes do grupo abaixo. Em destaque, ao fundo, o pavilhão do campo da Baixada.

Entre 1958/1960, veio trabalhar no Banco do Brasil, Carlos Queiroz de Castro, que atuava num time de várzea de grande nome no bairro de Petrópolis, o BAGÉ, em Porto Alegre, Teve a idéia de constituir uma equipe permanente para amistosos em Santa Rosa e comunidades vizinhas. . Aqui fez parte, possivelmente, da que seria a terceira equipe.

Já com novas caras, seria o time que excursionou a Argentina, segundo relato de FRANCISCO BARBOSA QUEIROZ, funcionário graduado do Banco do Brasil, em crônica a parte.

Na foto acima aparecem, em pé: Luiz Cappellari (treinador), Numeraldo, João Manoel, Wilmar Birmann, Rubem Maicá, Reinery, Sfoggia (Antonio Carlos Sfogia Nunes) e Jaques (Presidente). Agachados: Fernando, Charles, Mauro, Neri e Oldemar (Parafuso).

Creiam que não foi tarefa fácil reproduzir os passos do BANCARIOS, mesmo porque, muitos dos atletas integrantes das equipes, lembram que jogaram, mas, dados históricos são poucos.

O ultimo registro que se tem é da turma de 1960. Disputou o campeonato da cidade nos anos de 1960 e 1961. À época, existiam cinco times: Aliança, Paladino, Bancários, Sepé Tiarajú e um de Cruzeiro, o Juventude, que tinha os irmãos Plínio e Jarbas Tonel e Ivanir Taffarel.

por Francisco Barbosa Queiroz

A Associação foi fundada em 1956 com o objetivo de confraternização da classe, cultural, social e esportivamente. Surgiu assim a equipe de football o BANCÁRIO, formado por atletas que atuavam nas principais equipes de Santa Rosa: Paladino, Juventus e Aliança.

Atletas de 1958 e seus clubes: Banco do Brasil (Caio, Chico, Bircke e Délcio), Banrisul (Julio, Mauro, Cabeça), Banco Agricola Mercantil (Jambalaia, Cond); Banmércio (Luis, Neri). Julio Morales era Presidente.

O Bancário não filiado a liga local, mas, realizou vários encontros amistosos com os clubes da Liga citadina. Os grandes momentos do BANCÁRIO ocorreram nos jogos realizados com a Associação dos Funcionários do Banco de La Nacion-Argentina com sede em Posadas, capital da Província de Misiones.

Em maio de 1958, a convite daquela Associação nossa Delegação partiu de Santa Rosa, com destino a Posadas, onde participou ativamente do ' Dia de La Pátria" , referente às comemorações da Independência da República Argentina. Viajamos em confortável ônibus até Porto Mauá. Começava a chover. A travessia do rio Uruguai ocorreu em canoas (chalanas) , movidas a remo e que acomodavam mais ou menos 25 a 30 pessoas e bagagens.

Admirados com a perícia do canoeiro e a beleza daquele rio - cheio de tradição para as duas Missões – não percebíamos o risco que corríamos, sem salva vidas, homens e mulheres. Dois casais desistiram da travessia e retornaram a Santa Rosa.

Realizado a travessia do rio Uruguai tivemos a primeira e única decepção pois fomos acomodados em 2 pequenos ônibus e muito antigos e com estradas quase intransitáveis com violento temporal mal pudemos chegar a Oberá. Mas se a parada foi imprevisível, a estadia em OBERÁ foi magnífica.

Fomos acomodados na sede da Associação dos funcionários do Banco de La Nacion, ampla e de máximo conforto. Na realidade a parada em Oberá proporcionou-nos momentos de intensa confraternização cultural e artísticas, não faltando declamações, tangos, trovas e músicas gauchescas, durante o magnífico "assado".

O encontro só terminou quando os artistas sucumbiram em razão da Quilmes e outros tragos. Sòmente no sábado chegamos a Posadas, viajando em excelente BUS, em carreteira com melhores condições. A recepção em Posadas foi carinhosa por parte dos funcionários do Banco de La Nacion e éramos saudados por onde passávamos até a chegada da Delegação no Hotel Plaza.

À noite, após magnífico jantar, no próprio Hotel, nova noitada, sob o som de uma " orquestra típica" muito tangos, milongas, sambas, tudo impulsionado por, vinhos, cerveza e outros "energisantes" . Durou até 4 horas da matina. Pobre do chefe da Delegação, acordado às 6horas, e que foi levado a discursar junto ao monumento Gal San Martin, em praça pública com 1 graú de temperatura.

Ao meio dia, o grande "asssado"de confraternização, com a presença dos funcionários do Banco de La Nacion, seus familiares e autoridade locais e diplomáticas.

Finalmente, à tarde, o grande e esperado encontro futebolístico entre o Bancário de Santa Rosa e Associação dos funcionários do Banco de La Nacion de Posadas, ponto culminante d a Confraternização Com bom público, a contenda apresentou o resultado de 4x4, com virada da Associação argentina que perdia ao final do primeiro tempo por 4x0. A sensacional reação foi comandada pelo "enxerto"que ingressou no tempo complementar, nada menos que Cucchiaroni titular da seleção argentina na época.

O Regresso do bancário ocorreu na 2ª. Feira, normalmente e, felizmente sem chuvas. A revanche ocorreu em outubro de 1958, em Santa Rosa, com homenagens e retribuição compatível a recebida em Posadas. Ocorreu novo 4x4, com virada brasileira. E não houve marmelada.

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