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Fatos e Fotos

Baú de Relíquias - A bola não pára

Rua Santa Rosa - Moradores


RUA SANTA ROSA – Lado Direito

Na esquina com a Caxias erguia-se, sobranceiro, o Colégio Santa Rosa de Lima, sucedâneo do Coração de Jesus.

As irmãs da congregação franciscana, dentre as quais, Clarência, Coralia, Dulce, Lourdes, Rosa e Lia, foram das primeiras a lecionar no Liminha.

Dessas, sobressaia a irmã Coralia, que portava em aula, como se fosse régua, uma ripa de mais de um metro.

A gurizada que a ela coube lecionar, era a legitima gurizada medonha. Trazia para a sala de aula bolinhas de cinamomo que jogavam uns nos outros, bem como papelotes.

Tentando coibir a algazarra utilizou de sua régua. Desejava atingir determinado aluno, mas este se abaixou, sobrando para o colega Hilario Christofoli que estava ao seu lado.

Quando a irmã diretora, irmã Lourdes, tinha de viajar, a serviço, a Cruz Alta, sede da congregação, diziam : os alunos estão suspensos até a volta da diretora... a Berlinda também. Berlinda era tão arteira quanto os meninos.

A irmã Lia, encarregada do jardim de infância, cativava a todos. Era também a responsável pela formação de coroinhas para ajudarem na celebração de missas.

GINÁSIO MASCULINO

O pátio do Colégio ia até os fundos da Coletoria Estadual. Nessa, foi instalado o Ginásio Masculino. No curso, foi preponderante a atuação do mestre José Hansel, que além de excelente professor de português, era um “expert” em latim, tendo inclusive escrito duas obras que o consagraram- PALAVRAS QUE NÃO MORREM, com brocardos latinos e a outra, de grande fôlego, HISTÓRIA DAS REDUÇÕES JESUITICAS. Caracterizava-se por não marcar data de provas. Quando menos se esperava ele dizia = arrancar uma folhinha.

Quando o fez, certa vez, com aula sobre conjunções um dos alunos, Norberto, perguntou : - todas professor? Ele respondeu : as que souberes. Postou-se junto ao discípulo, que não tendo estudado e sem a possibilidade de colar, entregou a folha em branco. Quando sabatinava, pela forma escrita, ficava em sua mesa, lendo um jornal cheio de furos, pelos quais controlaria os coladores. Às vezes simulava derrubar o jornal, dava uma olhada em toda a classe e continuava na sua leitura.

No Ginásio também lecionou, vindo de Soledade, para ministrar a disciplina de francês o professor Fioravante Pedrazzani que se tornou a figura mais destacada no setor da educação na cidade, criando, o Instituto Machado de Assis.

CASA COMERCIAL DE JOÃO DAPPER NETO

João Dapper Neto desfez-se de sua loja, vendendo-a para GRAFFUNDER & ZENNI, proprietários da Casa Aliança. Seu DAPPER foi mais conhecido pela missão que desempenhava nas missas na Igreja Católica. Era o encarregado de fazer as coletas. Sempre “armado” com uma sacolinha de couro, preta, na ponta de um cabo, que era alcançada a todos os fieis. Como a sacolinha era indevassável ninguém via qual teria sido o valor da oferenda dos outros.

JOSÉ OLAVO VIANA

Foi dos primeiros a advogar no fórum em Santa Rosa. Como colegas teve: Dinarte Vasconcelos, Isaias Rômulo Pinto, Luiz Giacomelli, Mainardo Bolhouver, Moysés L. Mychkis, Dilermando de Castro e Manoel Ferreira de Araujo. Vereador na primeira câmara de vdereadores. Caminhava ligeirinho em direção aos cartórios e na volta para casa. Casado, teve os filhos Antoninho, policial civil. Nanci, casada om Augusto Zenni e Noir, casada com Átila gerente do Banco da Província. Esse casal residia em Porto Alegre e aqui vinha, em férias, visitar aos parentes.

ARNALDO GRAFFUNDER

Era professor primário. Quando no desempenho de seu ministério, em certo dia, a sala de aula foi atingida por um raio. Uma de suas filhas, LIA, voltando mais cedo para casa, foi perguntada o por que ?

Disse: - caiu um raio. Dois alunos morreram. O pai, não sei. Ele fora uma das vítimas. Casado com Maria do Carmo Araujo, tiveram os filhos Lia, Rubem, Maria, Ruy e Arnaldo.

CASA MATTER

Alberto, um dos filhos de Guilherme Matter, este, nascido na Rússia, brasileiro naturalizado e eleitor do Partido Republicano, tendo, por isso, recebido a alcunha de O REPUBLICANO. Materzinho, com a esposa, comandava uma casa de comercio, na esquina. Trabalhando, aproveitou o tempo pra estudar. O fez com afinco e logo foi deixando os cursos pra trás e os Certificados em casa. Por mérito foi guindado a um dos postos de destaque no Machado de Assis, onde lecionou.

TELEFÔNICA

A Cia Telefônica, funcionava numa casa de madeira, à qual se tinha acesso por uma escada. Naquela época, como se pode imaginar, as comunicações eram pra lá de precárias. Para se comunicar com a esquina berrava-se, ao telefone de gancho, que se ouviam as conversas bem longe. A viúva Reggiore teve três filhos, Bado, Neusa e José. Os homens foram para o Rio. Neusa aposentou-se como funcionaria da Fazenda. Naqueles tempos era comum receberem-se fonogramas muitos dias depois de expedidos e neles se apunha um carimbo: DEMORADO .... DEFEITO LINHA.


VICENTE ZOEHLER

Pai de Decio e Nique, que se destacavam na vida e como jogadores de futebol e das filhas, .Alda., Ady, Ica. E Terezinha. Sua esposa chamava-se Maria. Darci – o Nique, como bancário desempenhou as funções de Inspetor, no Banco do Brasil, fazendo parte do banca de advogados. Décio aposentou=se como funcionário municipal.

O jornal A SERRA, que aí era editado e que fora o porta-voz dos anseios emancipatórios, quando sob a direção do major Santos Oliveira, passou a ser o porta-voz dos anseios populares da sociedade organizada.

Vicente Zoehler teve participação relevante no movimento comunitário e domingo o víamos e ouvíamos no Tantum Ergum do coral da Igreja Matriz, misturando sua voz com as de Bernardo Effing, Leopoldo Vier, Quirino Koch e outros.

ROBERTO MASSULINI

Juntamente com Maliska e Werner Pilz, foi dos primeiros donos de carro de aluguel ou auto de praça que é como chamavam os atuais taxis. Diziam que, como bom italiano, às vezes, usava expressões que ofendiam o céu, como por “ la madona” .... “santa hóstia” e “ pórco Zio”. Minha avó contava que por causa dessas blasfêmias um dia, estando viajando, apareceu=lhe um coral de diabinhos que fezeram um circulo em torno do carro. Que Massulini, se assustara, deveras, com o ocorrido e que teria se emendado. Teve um filho José Umberto, musico, tocando acordeom e foi funcionário da Comissão de Terras.

ANSELMO MASCHIO

Dono de uma sapataria para confecção e conserto, foi, seguramente um artista em sua arte. Vejo-o, atendendo aos fregueses sendo cortês e atencioso. Manejava uma daquelas facas de sapateiro, afiadíssimas, com engenho, habilidade e arte. Tinha um funcionário que operava na máquina de costura, completamente concentrado em seu trabalho. As botas que seu Anselmo fabricava, eram famosas na cidade, por sua apresentação, beleza e confeccionadas com couro de primeira qualidade. Teve os filhos Luiz, Edila, Terezinha e Lourdes.

VILMA MANTOVANI

Tinha essa casa para residência e mantinha, na cidade, uma livraria que funcionou primeiro, na Praça Independência e, depois, na cidade nova, num prédio de dois pisos. Na parte térrea, era a sua livraria. Depois serviu como atelier fotográfico de vários donos se sucedendo. Na parte superior eram as instalações da Rádio Sulina. A edificação, por seu formato era chamada de “ferro elétrico”. Por ter apego a cachorros, cuidava de muitos que a acompanharam, como amigos fieis, até sua morte. Teve uma filha de nome Áurea, que mereceu ser capa da Revista do Globo, em foto, de maiô, colhida na cascata do Santo Cristo.

JOSÉ PITAS

Consta ter sido o primeiro nativo a fazer uso de energia elétrica, através de um gerador que abastecia suas maquinas. Desempenhava as funções de marceneiro. Certa vez, meu pai, tendo um violão um pouco surrado e precisando de uma lustrada, confiou a ele esse serviço. Não sei por que cargas d!água pintou–o de preto. A entrega foi feita em nossa casa. Joãozinho Araujo, quando viu a cor, ficou uma fúria. Disse: ainda bem que não fui eu a receber. Se fosse faria o que seu pai fez a um argentino. O capitão Araujo, na Argentina, numa roda de boemia desentendeu-se com um castelhano, arrancou o violão de suas mãos e o partiu na cabeça dele.

FAMILIA LEUSIN – BERTHOLDO E ELISA

Tinha quase uma Quinta, jardim com flores e pomar. A propriedade tinha mais que meia quadra. Filhos, Anália e DORALINO E GUSTAVO “LULU” LEUSIN, que herdaram de Ângelo Zenni, uma cervejaria. Fabricavam a 14 de Julho e uma cerveja preta que chamavam de DUPLA, guaranás e gasosas. Doralino teve um potreiro, onde ficava o rebanho da casa e que se estendia até a Cascatinha. A localização da casa da família, isolada, parecia uma moldura bucólica. Tal qual a casa dos Wedekin, logo após a Cascatinha, que reinava sobranceira como se fosse um postal. Nas horas vagas era violinista. Com Maria Zenni teve as filhas Norma, Nádia e Nice. Lulu e Adelina Zenni tiveram os filhos Aldo, Olavo, Ivone, Diva e Preta.

FAMILIA DANI

A família Dani dedicava-se a produção de vinho. A adega localizava-se no porão da residência e, pelo que lembro, eram os únicos a dedicarem-se a esse ramo de atividades. Santa Rosa tinha parreiras em quase todas as residências de origem italiana, e, talvez essa fosse a fonte. O casal Ângelo e Catina teve os filhos Doralino, Domingos, Abrelino e Noli. Em determinado dia a cidade ficou assombrada com a noticia: o casal estava morto. Ângelo matou sua esposa e, depois, suicidou-se. Juntamente com o incêndio do cinema, creio ter sido o mais impactante acontecimento daquela época.

ACCACIO MOSCON

As primeiras referências que se faz a Accácio Moscon, são por ter sido um dos mais brilhantes atores em evidencia, na cidade, fazendo parte de grupos de teatro em apresentações na Sociedade Concórdia e no cine Odeon, bem como em exibições fora da Colônia. Com o passar dos anos, como funcionário municipal era encarregado de construir as sepulturas no cemitério. Entre uma e outra atirada de cimento para rejuntar os tijolos da última morada, gritava para seu auxiliar: água, bocha!

OS CHACAREIROS

Lá aonde a rua fazia uma curva, para acompanhar as terras do Americano os que se dirigiam para Esquina Cruzeiro passavam pela frente de três chácaras contiguas das famílias Shabach, Graffunder e Buchmann. Como o nome indica, possuíam pomares, hortas e jardins onde os santa-rosenses se abasteciam.

RUA SANTA ROSA - Lado esquerdo

COLETORIA FEDERAL

O coletor federal era o senhor José Oliveira, mais conhecido por “seu Zezé.” Sua esposa chamava-se Adelisa. A entrada para a repartição publica era por uma área externa à esquerda de quem olhava a casa. No centro, a residência e nos fundos um tipo de haras onde mantinha cavalos de montaria, cuidados pelo Nego Protásio.

FAMILIA LEMPKE

O chefe da casa de sobrenome Lempke era rádio técnico, quando as comunicações estavam, apenas gatinhando e trocava-se a recepção por galenas, em vez de rádios que não eram muitos, por óbvio. Chamava atenção dos que por ali passavam a beleza das alfaces produzidas em sua horta. Mudou-se para a cidade nova, perto do Clube Cultural. Uma de sua filhas, SUELI casou-se com Arno Schwemberg, do alto comércio da cidade.

JULIO EMILIO STELZER – O FAZ TUDO

Toda a cidade que se preze, tem uma figura que se destaca das demais por ser tipo “ Professor Pardal”! Seu forte era o ramo de conserto de bicicletas. Mas, em sendo chamado, demonstrava competência para operar como lídimo “quebra-galhos” solucionando todos os problemas que lhe eram apresentados. Morou ai, também a família de Augusto Zenni.


CASA MACLUFF

Dois irmãos libaneses, JOSÉ e JOÃO MACLUFF, depois de rápida passagem por São Paulo, como imigrantes, chegaram à Vila 14 de Julho. Dotados de raro tirocínio comercial logo abriram a Casa Macluf que teria sido uma das lojas mais sortidas da região. José mudou-se para Pelotas e João, depois de ter sido um dos expoentes do progresso da nova terra, na década de 40, mudou-se para Porto Alegre onde, também, teve casa de comercio na famosa Rua da Praia.


ROBERTO CONTE

Foi dos primeiros da cidade a trabalhar com jóias, ótica e relógios. Com o avento da cidade nova, mudou-se para a rua João Danhe, onde continuou trabalhando no mesmo ramo. Ocupou a casa depois, João de Deus e Silva no ramo de Alfaiataria.

CARTÓRIO DISTRITAL

Sob a direção do major Santos Oliveira na esquina se situou o Cartório Distrital. Era comandado, no expediente, por um senhor de sobrenome Pazzini, que mudou-se para Três Passos e por Helio Camargo, irmão de Valdir Camargo que terá sido, sem duvida junto com Saul Liberali e João Firme de Oliveira, dos melhores e mais rápidos datilógrafos que a cidade conheceu. Isso no tempo em que se usava carimbos em profusão acompanhados pelo indefectível selo de saúde


FAMILIA SELLIS

O casal Sellis teve três filhos, Anita, Felipe e Rudi. Anita, casou-se com um militar e cedo deixou nossa cidade. Felipe terá sido, sempre, o fiel escudeiro de Jozé Zenni em sua alfaiataria, nela tendo trabalhado nos dois endereços nos quais funcionou. Rudi, surdo-mudo, desempenhava as funções de cabeleireiro e barbeiro. Mesmo se fazendo entender por mímica era das barbearias mais freqüentadas da cidade.

JOSÉ SCALCO

Estabelecido primeiramente como marcenaria, com o advento dos novos tempos transformou=a em fabrica de moveis e como Moveis Scalco, com reputação por toda a região. Dos filhos, Heitor, Arnaldo, David e Elias trabalharam com o pai. Os primeiros na própria fabrica e Elias, no escritório. A [única filha mulher, Inês, casou-se com Clovis Soares.

FAMILIA ARAUJO

Manoel Ferreira de Araujo, tendo incorporado às fileiras do Exército, com 16 anos, como voluntario, em Pelotas, lá pelas tantas foi transferido para a Colônia Militar do Alto Uruguai, vindo, depois, para a Vila. Exerceu o magistério e a advocacia. Teve com Paulina Aguirre, os seguintes filhos = Maria do Carmo, Noêmia, Carlinda, Adalgisa,Eulina, América, Marina, Edith, João e Luizinho. No segundo matrimonio com Adélia Bindé, nasceram, Terezinha, Lourdinha, José, Darcy e Carlinhos.

HOSPITAL DE CARIDADE.

Na esquina com Guaporé, ergueu=se suntuoso o primeiro Hospital de Caridade, que à sua maneira socorreu a população no que era possível. Um dos primeiros médicos a operar. foi o Dr.Russo. Depois de desativado serviu como fábrica do café Fischer.

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